Como o coronavírus é transmitido e por quanto tempo ele resiste por aí

Veja com especialistas como se transmite o coronavírus, qual o risco de uma pessoa passar para outras e que medidas ajudam a evitar a disseminação

A cada tosse, o vírus se espalha pelo ar | Foto: Omar Paixão/SAÚDE é Vital

Gotículas de saliva, espirros, acessos de tosse, contato próximo e superfícies contaminadas… Dá para resumir assim as principais vias de transmissão do novo coronavírus, causador da Covid-19.

Um estudo americano recém-publicado no respeitado periódico médico The New England Journal of Medicine descobriu que o vírus sobrevive por algumas horas em suspensão no ar ou até dias em certas superfícies.

“O que mais chama atenção nesse trabalho é que se observou que o coronavírus resiste por até três horas na forma de aerossol, isto é, se eu estou infectado e espirro numa sala, ele consegue ficar espalhado pelo ar e infectar outra pessoa em quase três horas”, diz o virologista Paulo Eduardo Brandão, professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP).

A investigação também desvendou que o vírus chega a ficar até três dias sobre estruturas ou objetos de plástico ou aço inoxidável. São achados que, segundo Brandão, reforçam a necessidade de duas medidas: isolamento social e higiene das mãos.

Uma pessoa transmite o coronavírus para quantas outras?

Os dados da pandemia estão sendo colhidos, processados e alterados a cada dia, mas tudo leva a crer, por ora, que uma pessoa infectada pelo SARS-Cov-2 (o nome científico do novo coronavírus) pode transmitir o agente infeccioso para outras duas ou três — algumas projeções falam em até seis. “É um número um pouco maior do que o do vírus da gripe“, compara Brandão.

Mas não dá para dizer que o causador da Covid-19 é a maior peste em matéria de transmissão. “No sarampo, uma pessoa chega a transmitir o vírus para outras 16″, aponta o professor da USP. Felizmente, para sarampo e gripe já contamos com vacinas.

Mas o novo coronavírus tem seus trunfos para nos preocupar. O infectologista Celso Granato, do Fleury Medicina em Saúde, lembra que um fenômeno favorável à sua disseminação é que a maioria dos infectados não tem sintomas ou apresenta apenas manifestações mais leves. “É como se fosse um iceberg. No pico ficam os casos graves e na base temos muita gente infectada mas sem apresentar sinais ou necessitar de tratamento”, ilustra.

Outro ponto gera apreensão: o vírus vem se mostrando habilidoso em invadir o corpo humano. “Ele tem grande afinidade por receptores que ficam nas células respiratórias humanas”, diz Brandão. Granato explica que vírus têm espécies de chaves para usar em fechaduras que estão na superfície das nossas células. Pois o coronavírus tem uma proteína (chamada spike) que se conecta num receptor celular conhecido pela sigla ACE-2. É assim que ele entra na casa.

Se a imunidade estiver comprometida, algo mais corriqueiro entre idosos e portadores de doenças crônicas, seu trabalho é evidentemente facilitado. E aí o vírus consegue infectar a célula, se reproduzir ali e dispersar suas cópias para dominar outras células.

“Uma diferença entre o vírus da Covid-19 e os coronavírus da Sars e da Mers é que, enquanto esses dois infectavam mais os pulmões, esse consegue se espalhar melhor no trato respiratório superior [nariz, garganta…]“, conta Granato, que também é professor da Universidade Federal de São Paulo. Esse seria mais um fator que ajuda a entender por que ele tem maior potencial de transmissão.

Já existem evidências de que o novo coronavírus ainda pode ser propagado pelas fezes. “Sabemos, porém, que ele já é bem-sucedido na forma mais fácil de transmissão, a via respiratória”, avalia Granato.

O tempo mais quente reduz o contágio por coronavírus?

Eis uma pergunta que ainda não tem resposta categórica. Os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) demonstram que a pandemia cursa tanto em países com clima mais frio (caso da Itália e da China) como em locais mais quentes, a exemplo de regiões brasileiras e australianas.

O que se sabe, pela experiência de epidemias de infecções respiratórias anteriores, caso da própria gripe, é que, na temporada de temperatura baixa, o vírus se aproveita de duas situações: queda na imunidade e aglomeração de pessoas.

Análises iniciais da pandemia de Covid-19, feitas por cientistas americanos, europeus e chineses, sugerem que locais de clima frio e seco sofrem mais com a transmissão do que territórios quentes e úmidos.

“O vírus não gosta nem de frio nem de calor. Ele gosta de hospedeiros”, afirma Brandão. Ou seja, não há nada mais propício a ele do que muita gente por perto. Por isso, no cenário atual, as medidas intensivas de higiene e restrição de circulação e contato social são os pilares mais efetivos para estancar o avanço da doença. “A hora de agir é agora”, reforça Granato.

Por: Diogo Sponchiato | Fonte: revista Saúde

Coronavírus: sanitarista destaca importância do isolamento social


Em meio à pandemia causada pelo novo coronavírus, um dos mais respeitados sanitaristas do Brasil, Sérgio Zanetta destaca a importância do isolamento social, principalmente para as pessoas com mais de 60 anos, para conter o avanço do Covid-19.

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Queda do petróleo: entenda o impacto no Brasil

Preço da gasolina, lucro da Petrobras e arrecadação devem ser afetados. Busca por energias renováveis perde fôlego


A maior queda na cotação do barril do petróleo desde 1991 - o tombo foi de 30% após a Arábia Saudita reduzir seus preços e sinalizar aumento da produção em represália à Rússia - terá impactos no Brasil e no mundo.

Analistas preveem um forte nervosismo nos mercados financeiros, já abalados pelo surto do coronavírus, e perdas relevantes para países exportadores de petróleo. No Brasil, a queda no preço do barril terá impacto para a Petrobras e para o governo, que terá menor arrecadação com royalties.

Veja, abaixo, os principais impactos da queda do petróleo no país:

Petrobras - O preço do petróleo pode dificultar a venda de ativos programada pela estatal e provocar perdas para a petrolífera. A Petrobras segue uma política de preços de paridade com a cotação internacional e, se reduzir o valor da gasolina, vai lucrar menos.

Arrecadação - Com o petróleo mais barato, União, estados e municípios vão arrecadar um valor menor de royalties. Além disso, o ICMS cobrado sobre os combustíveis é uma das principais fontes de arrecadação de impostos para vários estados. Com a gasolina mais barata, essa arrecadação vai cair.

Leilões de petróleo - Há pelo menos três leilões de petróleo previstos para este ano. A redução no preço da commodity pode reduzir o interesse dos investidores por esses leilões. A incerteza no setor também dificulta o planejamento desses investimentos.

Etanol - A queda no preço da gasolina vai diminuir a demanda por etanol. Usinas devem ter perdas de receita, o que pode aprofundar a crise no setor.

Dólar - Moedas de países emergentes e de produtores de petróleo, como o Brasil, operam em forte queda. A alta do dólar no Brasil pode pressionar a inflação e inibir investimentos, já que máquinas e equipamentos importados ficam mais caros e o empresário não sabe como mensurar o custo de novos projetos.

Fonte: O Globo

6 dicas de como controlar as finanças pessoais


Fazer o controle de finanças pessoais é o primeiro passo para organizar sua vida financeira, equilibrar de vez suas receitas e as despesas e conseguir economizar para ter segurança no futuro e realizar seus sonhos. Ao tornar o controle financeiro parte da sua rotina você consegue saber exatamente para onde seu dinheiro está indo, evita surpresas no final do mês (como descobrir que sua conta já está no vermelho antes do dia 30) e consegue planejar suas finanças de acordo com o que realmente pode gastar. Confira dicas de como controlar as finanças pessoais e manter esse hábito no dia a dia:

Anote seus gastos diários - Anotar os gastos diários é a melhor forma de identificar como você está gastando seu dinheiro. O processo é simples: anote a despesa e, ao lado, o valor. Para funcionar, é importante não esquecer de registrar nem mesmo os pequenos gastos, como chicletes, pequenos lanches, revistas, passagens de ônibus etc. Por mais que o valor pareça muito baixo para impactar seu orçamento, quando somadas, estas pequenas despesas podem fazer a diferença no final do mês. Anotar os gastos diários também ajuda a identificar onde você está gastando o seu dinheiro, ver as categorias do orçamento em que estão as maiores despesas e onde é possível economizar.

Tenha uma planilha financeira - A planilha financeira pode ser uma ferramenta muito útil para manter o controle das finanças pessoais em dia. Ela pode ser criada do zero em um programa como Excel ou Google Sheets, ou ser baixada diretamente da internet. A primeira opção pode ser vantajosa para quem quer um documento personalizado, já que as categorias de gastos e receitas serão criadas de acordo com a sua realidade. Por outro lado, baixar um modelo pronto não exige domínio de ferramentas de tabela e também é prático e rápido: você pode escolher uma planilha alinhada com seus objetivos financeiros e necessidades (com espaço para investimentos, área para planejamento financeiro etc.). Independentemente do modelo de planilha que você escolher, é importante criar uma rotina de anotar nela todos os seus gastos e receitas e, ainda, fazer um acompanhamento semanal da situação das suas finanças. Assim, você sabe quanto ainda pode gastar no mês de acordo com as receitas ainda disponíveis.

Quite suas dívidas - Quitar as dívidas deve ser sempre prioridade. Apenas dessa forma é possível ter uma vida financeira equilibrada e conseguir economizar para realizar seus sonhos no futuro. Por isso, além de anotar gastos e entender como funcionam suas finanças, é essencial listar tudo o que você deve e para quem: banco, cartão de crédito, amigos. Em seguida, liste o valor atual da dívida, inclusive os juros que você está pagando. Priorize sempre as dívidas mais caras – como cheque especial e cartão de crédito – e fique atento para o parcelamento não consumir nunca mais de 30% da sua renda líquida mensal.

Crie uma reserva financeira - Ter um fundo para emergências é essencial para não passar apertos caso aconteça algum imprevisto na sua vida, como um carro quebrado, uma doença inesperada ou a perda do emprego. Por isso, caso não tenha dívidas, reserve pelo menos 15% da sua renda líquida mensal para formar esta reserva financeira, que deve corresponder de três a seis meses do seu salário. Para não correr o risco de esquecer de depositar o valor, programe a transferência para uma poupança ou outra forma de aplicação para um dia próximo da data em que você recebe seu salário. Assim, você não corre o risco de cair em tentação e gastar o dinheiro.

Fuja das compras por impulso - A compra por impulso é uma das grandes inimigas da vida financeira saudável. Para evitar este hábito e manter as finanças sempre em dia, comece a planejar suas compras. Precisa de um vestido novo? Espere pelo menos 30 dias para concluir se ele é realmente necessário. Após isso, pesquise preços e, de preferência, prefira sempre pagar à vista. Além de poder negociar um desconto de até 20% você não corre o risco de cair na armadilha dos parcelamentos, que podem acabar desequilibrando seu orçamento lá na frente.

Planeje, planeje, planeje - O planejamento anda de mãos dadas com o controle financeiro pessoal. Para ter tranquilidade na hora de gerenciar suas finanças, comece planejando metas de gastos para o próximo mês. Defina quanto você pode gastar em cada categoria do seu orçamento, priorizando as despesas fixas essenciais, como aluguel, condomínio e mensalidade do colégio. Em seguida, parta para as despesas variáveis, mas assim essenciais, como conta de luz, gás e supermercado. Depois de definir os gastos essenciais, parta para aqueles relacionados ao estilo de vida, como cuidados pessoas, lazer e restaurantes, sempre tomando cuidado para se manter na meta definida. Mesmo os sonhos financeiros devem ser planejados. Caso queira fazer uma viagem, por exemplo, defina o período em gostaria de ir, qual é o custo total da empreitada e quanto você deve poupar por mês para realizar este objetivo. Saber como controlar as finanças pessoais é uma questão de hábito. Quanto mais você praticar, mais simples ficará e, melhor, suas finanças permanecerão sempre equilibradas.

Fonte: Guiabolso