A maior queda na cotação do barril do petróleo desde 1991 - o tombo foi de 30% após a Arábia Saudita reduzir seus preços e sinalizar aumento da produção em represália à Rússia - terá impactos no Brasil e no mundo.
Analistas preveem um forte nervosismo nos mercados financeiros, já abalados pelo surto do coronavírus, e perdas relevantes para países exportadores de petróleo. No Brasil, a queda no preço do barril terá impacto para a Petrobras e para o governo, que terá menor arrecadação com royalties.
Veja, abaixo, os principais impactos da queda do petróleo no país:
Petrobras - O preço do petróleo pode dificultar a venda de ativos programada pela estatal e provocar perdas para a petrolífera. A Petrobras segue uma política de preços de paridade com a cotação internacional e, se reduzir o valor da gasolina, vai lucrar menos.
Arrecadação - Com o petróleo mais barato, União, estados e municípios vão arrecadar um valor menor de royalties. Além disso, o ICMS cobrado sobre os combustíveis é uma das principais fontes de arrecadação de impostos para vários estados. Com a gasolina mais barata, essa arrecadação vai cair.
Leilões de petróleo - Há pelo menos três leilões de petróleo previstos para este ano. A redução no preço da commodity pode reduzir o interesse dos investidores por esses leilões. A incerteza no setor também dificulta o planejamento desses investimentos.
Etanol - A queda no preço da gasolina vai diminuir a demanda por etanol. Usinas devem ter perdas de receita, o que pode aprofundar a crise no setor.
Dólar - Moedas de países emergentes e de produtores de petróleo, como o Brasil, operam em forte queda. A alta do dólar no Brasil pode pressionar a inflação e inibir investimentos, já que máquinas e equipamentos importados ficam mais caros e o empresário não sabe como mensurar o custo de novos projetos.
Fonte: O Globo
