CNPS aprova aumento da margem consignável


Em votação unânime, o Plenário do Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS) encaminhou a decisão. Desta forma, fica encaminhado ao Poder Executivo nacional a recomendação de sancionar o aumento de 5% na margem, elevando os atuais 30% para 35%. A decisão se dará por meio de Medida Provisória, com efeito imediato, assim que assinada.

Mudanças também vigentes no empréstimo consignado

Com relação ao cartão de crédito consignado, o o valor máximo atual das operações é de 1,6 do valor da renda mensal. Anteriormente, os aposentados e pensionistas que solicitavam o serviço de maneira consignada, ou seja, com desconto em folha, tinham um limite de 1,4 sobre o valor da renda mensal. Além desta, mudanças também foram sugeridas na modalidade de empréstimos.

Durante o estado de calamidade pública, decretado em razão do novo coronavírus, estão autorizadas operações de empréstimos consignados com um prazo de carência de até 90 dias. A espera para realizar transações financeiras, tendo o benefício do INSS como garantia, também sofreu mudanças. O prazo, que anteriormente era de 90 dias, será de apenas 30 dias durante o estado de calamidade pública. Quem se aposentou ou passou a receber pensão recentemente será beneficiado e poderá autorizar o desbloqueio para a realização de operações de crédito consignado mais rápido.

Fonte: Internet

Insegurança financeira na pandemia: você passou por isso?

Foto: pressfoto/Freepik

Quando a COVID-19 chegou e em março foi decretado o primeiro momento de quarentena, muitas pessoas imaginaram que não passaria de apenas 2 semanas, mas os meses foram passando e as coisas não foram voltando ao “normal”.

Comércios fechados, viagens canceladas, empresas usando todas as suas reservas, empresas quebrando, desemprego, a busca pelo recebimento do auxílio e insegurança financeira. Pois é… A insegurança financeira foi chegando de pouquinho e tomando conta de muitas pessoas e isso, obviamente, influencia também o lado emocional.

O volume de vendas das farmácias aumentou e não apenas de álcool em gel, mas medicamentos relacionados a stress e ansiedade tiveram destaque. Não podemos negar que o dinheiro ou a falta dele influencia e muito o emocional das pessoas.

Cuidar das finanças é também cuidar do seu equilíbrio e bem estar. Afinal de contas, quando as coisas não estão legais e você encontra-se no negativo e com as dívidas aumentando isso com certeza pesará ainda mais.

Alguns bancos e financeiras abriram espaço para prolongamento das dívidas, deram carências e até descontos para quitação, mas se a pessoa não organizou as finanças e acabou criando novos gastos nesse período tem pela frente um grande desafio. Por outro lado, esse foi o período em que muitas pessoas puderam começar as suas reservas e equilibrar os gastos visto que parte do consumo diminuiu e o receio de gastar e depois faltar, aumentou.

É um momento de grande instabilidade financeira, de juros baixos e sim, de insegurança. Mas é fundamental fazer uma autoavaliação em relação a forma como essa insegurança tem afetado a sua vida, suas decisões e o seu emocional.

Encarar a realidade, assumir o controle e organizar as finanças é tarefa principal para o momento. Com mais clareza sobre as suas finanças, com certeza será mais fácil ser forte e seguro em suas decisões.

Pense nisso e otimize a sua relação com o dinheiro.

Por: Aline Rodrigues* | Fonte: pleno.news
*Graduada em Administração, consultora financeira e educadora financeira, profissional no mercado financeiro há 7 anos, atua como CEO da Finapse.

Cuidado com golpes virtuais usando o coronavírus

Assuntos populares costumam virar isca nas mãos de criminosos. O termo da vez é o Covid-19


Responda rápido: quantas vezes você já recebeu mensagens com áudios de médicos sobre o coronavírus? Um arquivo em PDF de algum hospital? Imagens com estatísticas da propagação da doença?

Pois é, o coronavírus é o assunto do momento – e, justamente por ser tão buscado, compartilhado e acessado, começou a ser usado por criminosos como isca para golpes.

A fórmula é antiga: criar uma mensagem que parece real e induz a pessoa a tomar alguma ação – como instalar um aplicativo, baixar um arquivo malicioso, fornecer algum dado ou acessar uma página.

É o famoso phishing (termo em inglês que remete a “pescar”), um dos golpes mais comuns da internet.

Nos Estados Unidos, empresas de segurança e até mesmo entidades como o FTC (Federal Trade Comission) começaram a alertar as pessoas sobre golpes de phishing usando o coronavírus como isca.

Golpes com o coronavírus

A mensagem que vem circulando lá fora é um e-mail, supostamente enviado pelas autoridades de saúde, incentivando as pessoas a baixarem um arquivo contendo mais informações sobre o coronavírus.

O arquivo, no caso, é um programa malicioso que, ao ser instalado, pode dar acesso da sua máquina aos criminosos.

Variações do caso

O alerta importante é que, quanto mais um assunto se populariza no Brasil, mais chances tem de ser usado como isca de golpe por aqui.

Em tempos de coronavírus, os criminosos sabem que as pessoas estão ávidas por informações – e, portanto, mais propensas a clicar em algo malicioso e ter o telefone ou computador atacados (ou serem convencido a entregar seus dados).

Como se proteger?

As recomendações no caso de golpes usando o Coronavírus são as mesmas de outros casos de phishing – só muda o tom do conteúdo:

  • Cuidado com documentos compartilhados por mensagens;
  • Atenção para e-mails ou mensagens que prometem absurdos – curas, vacinas ou algum tipo de benefício. Apelar para a saúde das pessoas em momentos de vulnerabilidade é um golpe conhecido;
  • Sempre que for se informar sobre algo, busque pela fonte da informação, que, no caso, é https://coronavirus.jhu.edu/map.html . O SUS também colocou no ar um aplicativo oficial para dar atualizações;
  • Baixe aplicativos de lojas oficiais. Evite sempre links diretos;
  • Cuidado com pedidos para preencher formulários de dados;
  • Recebeu uma ligação? Cuidado com pedidos para confirmar dados. 

Acha que caiu em um golpe? Que teve seu celular, a senha de suas redes sociais, e-mails ou qualquer outra senha comprometida? Entre em contato imediatamente com seu banco.

Fonte: Blog Nubank

O que se sabe até agora sobre a “nova CPMF”?

Só se fala nela: o que é este novo imposto proposto pelo governo, como ele afeta a vida de cada um e o que tem a ver com a CPMF original


Para ver um brasileiro tremer, basta juntar quatro letras: CPMF. Um dos impostos com pior fama no país, a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira foi extinta em 2007 – mas voltou a ser assunto em 2020, com as discussões sobre a tal “nova CPMF”.

Apesar da má reputação, não é tanta gente que entende, de fato, o que foi esse tributo. Em 2016, apenas 35% das pessoas sabiam explicar o que era a CPMF, segundo uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Ainda assim, 73% dos entrevistados a consideravam injusta, por “afetar a todos independentemente do nível de renda.”

A nova CPMF, como vem sendo apelidada uma proposta do governo de novo imposto digital, tem alguns pontos em comum com a original, mas não é a mesma coisa. Entenda, a seguir, o que já se sabe sobre ela.

Mas, antes… O que é CPMF?

A CPMF foi um tributo que existiu entre 1997 e 2007 no Brasil. Criada para cobrir gastos do governo relacionados à saúde (embora também tenha financiado outros setores, como a Previdência Social), a cobrança incidia sobre várias movimentações bancárias – como pagamentos de boletos e faturas, empréstimos, TEDs e DOCs, financiamentos e saques.

Na prática: toda vez que alguém realizava uma operação financeira que se encaixasse nos critérios do imposto, havia uma cobrança percentual sobre o valor daquela operação.

A alíquota da CPMF começou em 0,2% e chegou a até 0,38%. Se uma pessoa, por exemplo, contratasse um empréstimo de R$10 mil, a cobrança do tributo seria de R$38.

Entre os pontos considerados vantajosos da CPMF, destacavam-se a arrecadação rápida (já que ela incidia em diversas operações diariamente) e a dificuldade de sonegação.

Uma das principais desvantagens, no entanto, era o fato de que o tributo penalizava mais a camada mais pobre da população: quem realizava as operações financeiras eram as empresas, que, por sua vez, repassavam o custo para os preços dos produtos.

O que é a nova CPMF?

A nova CPMF é o apelido dado a um novo imposto que está sendo discutido em meio à Reforma Tributária. A ideia do Ministério da Economia é criar uma cobrança sobre operações digitais e, em contrapartida, diminuir parte dos tributos que as empresas têm sobre suas folhas de salários.

A defesa do governo é que reduzir os gastos das empresas com seus funcionários poderá gerar empregos e diminuir a informalidade.

Nova CPMF: o que se sabe até agora

Até o momento, quase todas as informações sobre esse novo imposto são apenas especulação. O ministro Paulo Guedes vem comentando o tema em entrevistas, mas a proposta oficial virá apenas quando o governo encaminhar as próximas etapas da Reforma Tributária para a votação do Congresso – são quatro fases no total e só a primeira já foi apresentada.

As informações já comentadas pelo governo sobre a nova CPMF são:

  • A alíquota do imposto deverá ser de 0,2%;
  • Para as empresas, deve haver uma redução da contribuição previdenciária de 20% sobre a folha de salários;
  • Entre as operações digitais que podem ser tributadas, já foram citadas as compras por comércio eletrônico (e-commerce) e os pagamentos de serviços de streaming;
  • A projeção de arrecadação é de até R$ 120 bilhões por ano.
  • Atualmente, as chances de o imposto ser aprovado no Congresso aparentam ser baixas. No seminário Indústria em Debate, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse: “Nós vamos voltar à mesma equação que foi de 1996 a 2004, 9% de aumento da carga tributária”.

O governo, por outro lado, diz que o novo imposto digital só será criado se não houver aumento.

Este conteúdo faz parte da missão do Nubank de devolver às pessoas o controle sobre a sua vida financeira. Ainda não conhece o Nubank? Saiba mais sobre nossos produtos e a nossa história.

Fonte: Blog Nubank

O futuro da economia: a tendência é aproximar pessoas

Desafio do comércio é fazer com que o consumidor se sinta único e especial

Foto: mrsiraphol/Freepik

A expressão "novo normal" provoca reações antagônicas. Alguns a encaram com desprezo, outros, com esperança. Esse "novo normal" é, no final das contas, uma especulação subjetiva de como a sociedade vai se comportar depois que a pandemia passar. Enquanto isso, o mercado precisa aprender a lidar com os dilemas macroeconômicos e tomar posições com rapidez e sensatez.

— A respeito da crise, podemos pensar que ela vai ser grande, ou muito grande, mas penso que vai ser desafiadora. Será desafiador sair da crise, mesmo engrenando com dificuldades, mas precisamos sair — argumenta Luiz Carlos Bohn, presidente da Fecomércio.

Empreender é desafiar-se diariamente. No entanto, a partir da crise da pandemia de coronavírus, analistas têm demonstrado com suas teorias que houve uma aceleração de mudanças que estavam em curso. Para além do arsenal tecnológico, de inovações e soluções admiráveis, possíveis a partir do melhor desenvolvimento da inteligência artificial, a tendência é aproximar pessoas.

— Hoje, para um público de jovens, de pessoas de 35 anos para baixo, eles não se consideram mais como consumidores. Sentem-se mais como pessoas que naquele momento escolheram ter uma marca, um produto ou serviço. E escolher a partir de uma série de fatores, como foco na produção local, sustentabilidade e quantos empregos gera — explica Gil Giardelli, professor de inovação e membro da Federação Mundial de Estudos do Futuro, que participa na sexta-feira (31), às 9h, da Live do Café com Ideias, promovida pelo Sindilojas Caxias.

Além de não desejarem ser vistas como consumidores, as pessoas querem viver experiências que parecem ter sido criadas especialmente para elas. É dessa forma que Giardelli ponta para uma série de empresas que têm mudado o posicionamento no mercado.

— As empresas têm de se esforçar é para vender espetáculo, essa é a experiência que as pessoas querem ver atualmente. As pessoas querem se sentir únicas — ensina Giardelli.

Encarada dessa forma, a crise pode revelar janelas de oportunidades. Pelo menos é assim que pensa Bohn, o presidente da Fecomércio. Desde meados de março, ele tem trabalhado a partir da sua casa e, por isso, passou a prestar atenção em detalhes de manutenção da moradia e de conforto que andavam passando batidos. Mas a pandemia o fez observar com mais atenção esses detalhes.

— Ficando 24 horas em casa, percebi coisas que poderia melhorar, algo que precisa ser renovado, ou até mesmo um conforto pessoal. Creio que a venda do conforto vai ocorrer em uma maior intensidade, da mesma forma em que, na área da construção, as pessoas deverão gastar mais, fazendo melhorias e renovações em suas casa — observa.

Por: Marcelo Mugnol | Fonte: O Pioneiro