Pandemia leva INSS a mudar regras de empréstimos a aposentados e pensionistas

Novas regras do crédito consignado no INSS ampliam oferta de financiamento. Alterações foram recomendadas pelo Conselho Nacional de Previdência Social e valerão durante o estado de calamidade pública


O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) anunciou na quinta-feira, dia 23 de julho, mudanças temporárias nas regras de empréstimos consignados a aposentados e pensionistas.

A regulamentação foi publicada no "Diário Oficial da União" (DOU) desta quinta. As normas valerão durante o estado de calamidade pública, decretado por conta da pandemia do novo coronavírus, em vigor até 31 de dezembro de 2020.

As novas regras já estão valendo e foram recomendadas pelo Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS). Pela instrução normativa, foram alterados:
  • Prazo para liberação do empréstimo;
  • Prazo de carência para cobrança da primeira parcela;
  • Limite para operações com cartão de crédito ampliado.
A partir desta quinta, o desbloqueio de empréstimos consignados deve ocorrer em 30 dias após a concessão do benefício. O prazo anterior era de 90 dias.

Segundo o INSS, a liberação é feita por meio de uma pré-autorização. Esse documento serve para formalizar o contrato e reunir as informações pessoais do segurado.

"O procedimento é realizado todo pela internet e deve conter documento de identificação do segurado e um termo de autorização digitalizado", afirmou o INSS.

Outra mudança é a criação do tempo de carência para desconto da primeira parcela.

"As instituições financeiras ou entidades de previdência complementar poderão ofertar prazo de carência para o início do desconto da primeira parcela no benefício previdenciário, para o pagamento de empréstimos nas modalidades consignação e retenção, no prazo máximo de 90 dias, a contar do início do contrato", informou o INSS.

Mudança permanente

A alteração no limite máximo do cartão de crédito é permanente e valerá mesmo após a pandemia.

Pela nova norma, o limite máximo concedido no cartão de crédito para o pagamento de despesas contraídas com a finalidade de compras e saques passou de 1,4 para 1,6 vez o valor mensal do benefício.

Na prática, esclarece o INSS, isso significa que para cada R$ 1.000 de valor de benefício o segurado poderá realizar operações de até R$ 1.600.

Fonte: G1

Como nossa vida fica depois da pandemia?


O que vai mudar na nossa vida? Já são quatro meses desde que a pandemia do novo coronavírus começou oficialmente. E, ainda que não dê para prever o futuro, há quem busque descobrir um pouco de como o mundo vai mudar depois do Covid-19.

Analisamos alguns estudos que prevêem mudanças nos hábitos de compras, finanças e trabalho após o fim do isolamento social.

As previsões de um futuro pós-pandemia

Dinheiro físico x dinheiro digital. A Fjord, consultoria de design e inovação, apontou como tendência a mudança na forma como as pessoas realizarão  pagamentos. As cédulas devem dar lugar, cada vez mais, aos pagamentos com cartão. Também deve aumentar o uso da função por aproximação (contactless) e das carteiras digitais.

Trabalho de casa. Para algumas pessoas, esse período foi a primeira experiência com teletrabalho. Segundo uma pesquisa conduzida pela Fundação Dom Cabral e pela Grant Thornton Brasil, 54% dos funcionários entrevistados gostariam que o trabalho remoto continuasse após a pandemia.

Nesta entrevista, André Miceli (coordenador do MBA de Marketing Digital da Fundação Getúlio Vargas) estima um crescimento de 30% de adoção do home office para o futuro.

Desemprego a longo prazo. A previsão anterior pode dar a entender que muita gente teve a oportunidade de trabalhar remotamente, mas este não é o caso. São 11,2 milhões de desempregados no Brasil hoje. O Secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, afirmou que o Brasil terá aumento de pobreza, desemprego e falência de empresas.

Nos países mais impactados pelos efeitos econômicos, a expectativa é de criação de novos empregos e incentivos dos governos para ajudar aqueles que ficaram mais vulneráveis.

Compras online e menos frequentes. Dados da NZN Intelligence mostram que 82% dos consumidores brasileiros com acesso à internet já fizeram compras online pelo menos uma vez. Com as restrições de circulação, esse número só aumentou – em abril de 2020, o e-commerce brasileiro faturou mais de R$ 9 bilhões, 81% a mais que no mesmo período do ano passado.

Há uma expectativa de que essa tendência siga: no Reino Unido, por exemplo, uma pesquisa da EY analisou o aumento de "consumidores ansiosos". De acordo com os entrevistados:

  • 80% se sente desconfortável com a ideia de experimentar roupas em um trocador de loja mesmo depois do fim das restrições;
  • 45% afirma que vai adotar hábitos de compra alternativos nos próximos um ou dois anos;
  • 64% planeja concentrar as compras (em mercados, por exemplo) em quantidades maiores para fazer menos visitas às lojas.

Mesmos problemas, sob uma lupa. Finalmente, o Professor de Economia da Universidade de Oxford Daniel Susskind defende que a pandemia não revelou novos problemas, mas sim, acentuou desigualdades já existentes. Segundo ele:

"(...) O mais angustiante sobre essa crise é que ela não é nova em vários aspectos. Os efeitos do Covid-19 refletem as desigualdades econômicas que já existem – a diferença entre o valor do que fazem os trabalhadores essenciais e seus baixos salários vem do fracasso histórico do mercado em avaliar adequadamente o que é realmente importante."

Segundo Susskind, o mundo pós-pandemia vai enfrentar, portanto, um agravamento daquilo que já existe. Ele diz que a única maneira de a sociedade ter alguma mudança significativa é se decidirmos agir para resolver estes problemas de verdade.

Fonte: Blog Nubank

Pix, novo meio de pagamentos do BC, vai possibilitar saques


Saque em lojas é uma das possibilidades anunciadas do Pix, que permitirá também transferência em tempo real e possibilidade de transações 24 horas por dia, todos os dias da semana.

O Pix, meio de pagamentos instantâneos que será lançado pelo Banco Central do Brasil ainda neste ano, vai permitir que os usuários façam saques de dinheiro em espécie em lojas físicas de redes varejistas – isto é, que não façam parte do setor bancário. A novidade veio do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Mais informações e detalhes sobre como deve funcionar o saque em redes varejistas vão ser divulgados no mês de agosto.

Até o momento, se sabe que o Pix será um novo meio de pagamento que possibilitará transações 24 horas, sete dias da semana, em alguns segundos. Saiba mais sobre ele abaixo.

O que é o Pix?

O Pix é um novo meio de pagamentos do Banco Central do Brasil que tem o objetivo de facilitar a transferência de valores entre pessoas e pagamento de contas, além de baratear o custo dessas transações.

A grande diferença para outros meios que já existem é a rapidez e a disponibilidade do Pix: enquanto hoje há restrições de dias e horários para enviar quantias através de TED e DOC e realizar pagamentos de contas, o Pix permitirá que elas sejam realizadas a qualquer dia e horário – mesmo aos finais de semana.

Além disso, essas modalidades de pagamento deixarão de ser as únicas possibilidades: o Pix passa a ser uma alternativa para transferir e fazer pagamentos.

O Pix começa a funcionar oficialmente no dia 3 de novembro e todos os bancos e fintechs com mais de 500 mil contas ativas deverão se adequar, até esta data, para oferecer e receber o serviço. Até o dia 16 de novembro de 2020, ele deve estar em pleno funcionamento.

Fonte: Blog Nubank

Você tem se cobrado demais na quarentena?


O efeito do distanciamento social. Lidar com as emoções, o trabalho e a quantidade de informações, tudo ao mesmo tempo, tem sido um desafio pra muita gente durante esse período.

Saúde mental é coisa séria. Ela interfere no nosso bem estar, afeta o humor, influencia a nossa produtividade e nossa capacidade cognitiva. Não à toa, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), fatores emocionais são um dos principais motivos de adoecimento no mundo.

O que você está sentindo pode ser luto. Um artigo do Harvard Business Review associa as emoções decorrentes desse momento com os sentimentos acarretados pela perda – neste caso, não necessariamente a perda de uma pessoa, mas também o luto pela liberdade cerceada e as mudanças que vivemos.

Como lidar? O Dr. Marcel Izar, Médico do Trabalho no Nubank, dá algumas dicas para manter a saúde mental sob controle.

No trabalho

Rotina: se possível, busque um horário específico para iniciar e encerrar o expediente. Pode ser difícil se você tem filhos, mas tentar separar as tarefas pessoais das profissionais pode ajudar.

Comunicação: é importante deixar claro para a sua liderança as dificuldades que você está passando. Seu bem estar deve ser prioridade.

Na vida pessoal

Conecte-se: procure falar com amigos e familiares sobre assuntos que não sejam o novo coronavírus. Faça videoconferências, ligações e festas remotas – é importante não perder o hábito de se reunir, ainda que remotamente.

Limite informação: tem muita coisa acontecendo e é preciso estar informado – mas você não precisa fazer isso o tempo todo. É essencial se desligar um pouco. A sua mente precisa respirar!

Fonte: Blog Nubank