O real desvalorizado e o seu bolso


Foto: Jan Vašek/Pixabay

A pior cotação da história do real

Quem achava o câmbio ruim no fim de 2019 mal tinha ideia de como ele estaria quase um ano depois: em 10 meses, o real perdeu 28% do seu valor perante o dólar. Hoje, o comercial está em aproximadamente R$5,60 e chegou a bater os R$5,90.

Como o real desvalorizado te afeta?

Há os casos óbvios – pessoas que vão viajar para o exterior, comprar produtos importados ou investir em ativos ligados ao dólar, por exemplo. Mas a desvalorização do real impacta o bolso do brasileiro em várias situações do cotidiano.

  • No mercado: lembra da história do arroz alto? O pacote de 5 kg chegou a custar R$ 40, acompanhado por outros produtos básicos da alimentação do brasileiro (como óleo de soja e feijão). O dólar alto foi um dos fatores: com uma maior demanda internacional e preços mais vantajosos para exportar, os produtores começaram a vender mais pra fora, diminuindo a oferta interna e aumentando os preços por aqui.
  • Nos negócios: mesmo com a pressão dos preços, o atual índice de desemprego (que bateu recorde na última semana de setembro) também pode fazer com que pequenos vendedores não repassem o aumento de custos (diminuindo as margens de lucros) para não perder clientes.
  • Na moradia: o IGP-M, índice usado como referência para ajustar os aluguéis de imóveis, é composto por vários fatores – entre eles o preço das commodities, produtos que são comercializados em... você adivinhou, dólar. Com a alta do IGP-M, os reajustes podem, em teoria, subir mais do que nos últimos anos.

Quando isso tudo vai melhorar?

A crise continuada da pandemia torna difícil ter uma previsão exata de fortalecimento da economia – enquanto o mundo está inseguro, a tendência pela busca por estabilidade continua. O melhor caminho para quem está passando por dificuldades financeiras é se informar sobre alternativas, como auxílios de renda e possibilidades de negociação.

Fonte: Blog Nubank

15 expressões sobre dinheiro que só um brasileiro vai reconhecer


Foto: rawpixel_com/Freepik

O glossário financeiro definitivo para quem está acostumado a dar seus pulos para não passar aperto e deixar as contas redondinhas

Fazer um bico, dar o passo maior que a perna... A criatividade do brasileiro é tão apurada para nomes quanto para arranjar estratégias para se virar frente às adversidades.

E o dinheiro (ou, com mais frequência, a falta dele) é uma adversidade com a qual a maior parte da população está bem acostumada: cerca de 7 em cada 10 famílias brasileiras estão atualmente endividadas, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O tal do jeitinho brasileiro, tradicionalmente criticado como uma forma de burlar regras, é uma manifestação dessa criatividade. Um artigo publicado na revista da Fundação Getúlio Vargas descreve jeitinho como “a maneira pela qual se pode resolver as dificuldades, sem contrariar as normas e leis.”

O jeitinho, assim como dezenas de outras expressões populares, traduzem as múltiplas soluções improvisadas que os brasileiros bolam para dar conta de suas finanças. Veja algumas delas (e deixe a sua nos comentários!).

1. A corda está puxando - Usada para descrever uma situação de tensão e pressão que chega próxima ao seu limite. Quase sem possibilidades. Possibilidades de sobrevivência limitadas.

2. Amealhar - Vindo da antiga moeda portuguesa mealha, o verbo é sobre guardar quantidade mínima de qualquer coisa. Agrupar as mealhas, juntar trocos e dinheiros providos de descontos. Exemplo - “Com tudo que fui amealhando nesse período, eu adiantei algumas contas que estavam pendentes.”

3. Aperreio - Dificuldade, sufoco, aperto. Termo mais comum no Nordeste e no Norte do Brasil, é ligado a situações limites e irritantes. Exemplo - “E aí fica um almoço divertido, marcante, a gente garante um dia a mais sem aperreio.” 

4. Arcar - Assumir responsabilidades, assumir contas não desejadas ou planejadas. Consequência não esperada, assumir contas de outrem. Exemplo - “Tudo que eu arcava antes, hoje quem arca é a minha mãe!”

5. Até onde a perna alcança - Sinônimo popular de “até o limite”, “dentro de minhas possibilidades”. É o oposto de “Dar o passo maior que a perna.” Exemplo - “… saber até onde sua perninha alcança, até onde você pode chegar. Isso para mim é uma coisa básica do controle financeiro.”

6. Atolar em dívida - Estar com tantas dívidas que não consegue se mexer, enterrado em valores, impossibilidade de outras ações, sobrecarga. Expressão amplamente usada quando não há outra opção, quando não se vê outra saída. Exemplo - “Eu vivia atolado em dívida e o que recebia não era suficiente para suprir as dívidas e manter a casa.”

7. Bico / Fazer um bico - Atividade de trabalho extra e informal que as pessoas fazem, para além de sua fonte oficial e principal de remuneração, com o objetivo de aumentar a renda. 

8. Bola de neve - Aquilo que aumenta progressivamente. Expressão usada para dívidas que aumentam muito por causa de juros crescentes, muitas vezes ocasionando em situações incontroláveis e muito difíceis de reverter. Exemplo - “Trabalho muito informalmente, às vezes posso não ter dinheiro para pagar lá na frente. Isso vira uma bola de neve.”

9. Boleto - Documentação financeira que se refere a pagamentos. Nas falas cotidianas, está diretamente relacionado a ter vida adulta: ao ter boletos, a pessoa já teria contas a pagar, logo, responsabilidades. O termo “boletos” é muito usado em gírias, memes e piadas sobre crescer. Exemplo - “Eu passo a ter todas essas coisas no meu nome, chegava no Correio um boleto no meu nome, eu dizia: ‘caramba, sou adulta’.”

10. Contadinho - Resultado de um cálculo feito com cuidado. Valor igual ao limite esperado, obtido com esforço, e sem a possibilidade de extrapolar o montante final. Exemplo - “Era tudo contadinho. Mas, graças a Deus, comida nunca faltou.”

11. Correr atrás do dinheiro - Luta pela sobrevivência, diz-se que é o esporte marcial de todo o brasileiro. Refere-se a esforço constante, tanto em emprego formal quanto informal. Traz uma perspectiva individual de dar certo, vencer na vida. Exemplo - “Ter um mínimo de dignidade sabe? Não estar sempre apertada, sempre correndo atrás do dinheiro.”

12. Contar com dinheiro - Significa ter estabilidade, certeza de ter o dinheiro no final de determinado período. Exemplo - “Estabilidade né? Você poder contar com aquele dinheiro.“

13. Contas redondinhas - Usadas por pessoas que não devem nada, têm orçamento doméstico bem equilibrado. Contas que fecham, sem dever em pagamento, contas exatas. Exemplo - “Fiquei com as contas todas redondinhas.”

14. Dar a volta por cima - Quando um indivíduo se encontra em uma situação em que não gostaria de estar e faz tudo que for possível para superá-la, para sair dessa situação vitorioso e bem-sucedido. Exemplo - “No passado, não tinha planejamento, vivíamos afundados em dívidas e precisávamos de dinheiro para comer, ajuda de amigos e familiares. Mas com o nosso negócio, demos a volta por cima.”

15. Dar o passo maior que a perna - Querer fazer aquilo que está acima das suas possibilidades ou fora do seu alcance.Exemplo - “Família me ajudou, mas tenho muita dificuldade em pedir ajuda, por isso fico tentando às vezes não dar o passo maior que a perna.”

Por: Camila Lafratta | Fonte: Blog Nubank

A importância do Outubro Rosa

  

Você sabe o que é Outubro Rosa?

 Outubro Rosa é uma campanha anual realizada mundialmente em outubro, com a intenção de alertar a sociedade sobre o diagnóstico precoce do câncer de mama. A mobilização visa também à disseminação de dados preventivos e ressalta a importância de olhar com atenção para a saúde, além de lutar por direitos como o atendimento médico e o suporte emocional, garantindo um tratamento de qualidade.

Durante o mês, diversas instituições abordam o tema para encorajar mulheres a realizarem seus exames e muitas até os disponibilizam. Iniciativas como essa são fundamentais para a prevenção, visto que nos estágios iniciais, a doença é assintomática.

Sobre o câncer de mama

O câncer de mama é um tumor maligno que ataca o tecido mamário e é um dos tipos mais comuns, segundo o Instituto Nacional do Câncer – INCA. Ele se desenvolve quando ocorre uma alteração de apenas alguns trechos das moléculas de DNA, causando uma multiplicação das células anormais que geram o cisto.

A importância da mamografia

Segundo o Instituto Oncoguia, diagnosticar o câncer precocemente aumenta significantemente as chances de cura, 95% dos casos identificados em estágio inicial têm possibilidade de cura. Por isso, a mamografia é imprescindível, sendo o principal método para o rastreamento da doença.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) das 11,5 milhões de mamografias que deveriam ter sido realizadas no ano passado, apenas 2,7 milhões foram feitas. A diminuição acentuada do exame é um fator de risco para milhares de mulheres e um alerta para a importância da campanha.

História

O movimento teve início no ano de 1990 em um evento chamado "Corrida pela cura" que aconteceu em Nova Iorque, para arrecadar fundos para a pesquisa realizada pela instituição Susan G. Komen Breast Cancer Foundation.

O evento ocorria sem que houvessem instituições públicas ou privadas envolvidas. A medida em que cresceu, outubro foi instituído como o mês de conscientização nacional nos Estados Unidos, até se espalhar para o resto do mundo.

A primeira ação no Brasil aconteceu em 2002, no parque Ibirapuera, em São Paulo. Com a iluminação cor-de-rosa do Obelisco Mausoléu ao Soldado Constitucionalista.

A partir de 2008, iniciativas como essa tornaram se cada vez mais frequentes. Diversas entidades relacionadas ao câncer passaram a iluminar prédios e monumentos, transmitindo a mensagem: a prevenção é necessária.

Fonte: Roche