Câmara aprova aumento da margem consignável para 40%

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Foi votado e aprovado no dia 28 de maio, na Câmara dos Deputados, o PL 2017/2020 que se referia à ampliação da margem consignável de 40% para os Aposentados e Pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS.

Para dar mais velocidade à aprovação, o Projeto de Lei da margem consignável, de autoria do Deputado Capitão Alberto Neto (Republicanos -AM), foi incluído na renovação da Medida Provisória 936, ou simplesmente MP 936/2020. O projeto contou com o apoio do relator da matéria Deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) e de outros Deputados da Casa.

Se não sofrer alterações, o texto-base segue para o Senado Federal. O próximo passo é a sanção ou veto do Presidente Jair Bolsonaro. A expectativa é a de que já nos primeiros dias de junho a MP seja publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Por que o PL foi incluído na MP?

Em função do contexto atual, existem muitos Projetos de Lei sendo criados por iniciativa dos parlamentares e, em função do volume, muitos destes acabam não sendo priorizados na pauta do dia. O mecanismo legal escolhido pelo autor do projeto para tentar acelerar a aprovação do aumento da margem consignável de 40%, foi convencer o relator da Medida Provisória de que a pauta teria igual importância frente aos demais objetivos propostos pelo Programa Emergencial do Emprego e Renda. Vale lembrar que a MP 936 está vigente desde 1º de abril de 2020, como publicado no Diário Oficial da União (DOU) e que, por sua característica poderia ser renovada em caráter de urgência – como foi. Diferente dos trabalhadores que têm carteira assinada, os Aposentados também são impactados direta ou indiretamente pela crise econômica.

Impactos econômicos aos Aposentados - De modo geral, se o cenário econômico passa por dificuldades, todos os cidadãos são afetados. E isso no curto, médio ou longo prazo. Com a provável queda no crescimento, em função do PIB (Produto Interno Bruto) neste e nos próximos anos, os prejuízos devem durar por mais tempo. A onda de desempregos tem elevado a busca por crédito e o nível de endividamento da população. Parece ser de entendimento de muitas pessoas que em momentos como estes, os Aposentados e Pensionistas do INSS também absorvem uma co-responsabilidade maior. Seja porque são responsáveis financeiros em muitas famílias ou por serem facilmente levados a fazer dívidas em nome de seus familiares. Dessa forma, a ampliação da margem consignável de 35% para 40%, aumentará a chance de obter o empréstimo consignado

Fonte: Internet

“Ninguém precisa ser sua melhor versão sempre”

Marcel Izar, Médico do Trabalho, fala sobre a importância de cuidar da saúde mental durante o período da quarentena


As medidas para conter a propagação do novo coronavírus mudaram totalmente a rotina de muita gente, deixando os sentimentos à flor da pele. Mas calma! Respira fundo! Nesse momento tentar manter as emoções sob controle é fundamental, afinal elas são grande parte da nossa saúde.

Saúde mental: como ela afeta o dia a dia

A saúde mental (ou emocional) interfere no nosso bem estar, afeta o humor, influencia a nossa produtividade e nossa capacidade cognitiva (intelectual). Não à toa, de acordo com dados da própria Organização Mundial de Saúde (OMS), fatores emocionais são um dos principais motivos de adoecimento no mundo.

Nesse período de quarentena e distanciamento social, a saúde emocional pode ficar ainda mais abalada. Alguns já comparam, inclusive, as circunstâncias que estamos vivendo com  condição de luto. Passamos a lidar com o sentimento de perda não apenas de amigos e familiares que foram afetados diretamente pelo novo coronavírus mas também o luto pela liberdade cerceada e pelas mudanças que vivemos. Sem falar do medo e todos aqueles questionamentos envolvidos nos deixando muitas vezes mais ansiosos: quando voltaremos a rotina? Será que estou tomando todos os cuidados possíveis? E a minha família? Como vai ser quando isso acabar?

Um outro ponto é o fato de estarmos em isolamento social (cenário de confinamento), afetando as relações interpessoais de duas formas:

  1. A solidão e saudade de compartilhar afeto;
  2. Convivência forçada com parceiros, roommates, pais (para quem voltou para suas cidades por exemplo).

Neste cenário já delicado, ainda temos de enfrentar o receio de não conseguir produzir ou realizar todas as tarefas do dia a dia.

Redes Sociais e a necessidade de “ser produtivo”

No início da quarentena, disseminou-se na internet a ideia de que era preciso  ocupar o “tempo livre” com atividades altamente produtivas – cozinhar, ler, fazer cursos, aprender a costurar, ficar em forma… Veja bem, embora todas essas ocupações sejam válidas, acreditar que precisamos ou vamos dar conta de tudo isso pode gerar mais frustração do que algo realmente benéfico.

Boa parte das pessoas simplesmente não têm o tempo ou a disposição emocional de se dedicar a tantas atividades em meio às já difíceis tarefas de casa, dos filhos, do trabalho ou simplesmente diante da grande pressão que estamos vivendo.

Seja generoso com você mesmo. Não se cobre tanto. Ninguém precisa ser “sua melhor versão sempre”, em especial durante uma pandemia como a que estamos enfrentando.

As postagens em redes sociais, por diversas vezes, influenciam a vida das pessoas. Seja em perfis de gente famosa ou daquele conhecido da academia ou faculdade. É preciso ter em mente que as publicações são apenas uma parte da vida daquele indivíduo.

Se comparar com um fragmento da vida alheia postado e editado pode ser perigoso. Lembre-se: cada pessoa encara determinada situação de forma diferente.

Por: Doutor Marcel Izar* | Fonte: Blog Nubank
*Médico do Trabalho

Você continua contando conosco

Não se sinta sozinho(a). Você não está


A nossa missão é facilitar a sua vida. E mesmo nesses dias tão difíceis, não podemos parar. O mundo segue girando e precisamos manter o foco. Olhar adiante. E você não está sozinho(a).

Nossa equipe permanece operando e pronta para atender suas necessidades. Vamos atravessar esse período conturbado e retomar a normalidade. Com dificuldades, enfrentando desafios, mas com êxito. É a nossa visão em meio à crise.

Para facilitar esse percurso, fale com a gente. Nosso expertise está ao seu dispor para vencer as dificuldades impostas pela pandemia.

Juntos, somos mais fortes. Juntos, vamos prosperar. Juntos, sairemos dessa!

Equipe VIACRÉDITO

10 dicas para ser produtivo em home office

Boa conexão à Internet é essencial para garantir a sua produtividade


Muitas empresas estão liberando os empregados para trabalhar em home office como forma de evitar a propagação do novo coronavírus. Como nem todo mundo está acostumado a essa modalidade de trabalho, reunimos dicas de Josy Santos, especialista em recrutamento e seleção, para fazer o seu trabalho render mesmo em casa.

Como fazer seu home office dar certo

É importante preparar um ambiente em que você possa se concentrar, contando com conexão à internet e outras ferramentas necessárias para realizar a sua função, além de criar disciplina e foco para trabalhar em casa como se estivesse no escritório.

1. Tenha as ferramentas em mãos - Se você utiliza um notebook no trabalho e pode levá-lo para casa, já tem um bom caminho andado para ser produtivo no home office. É melhor do que ter de salvar todos os arquivos no pendrive ou enviar tudo às pressas para a nuvem.

2. Turbine a Internet - Uma boa conexão à Internet também é essencial para garantir a sua produtividade em casa. Cheque esse detalhe e, se for o caso, faça um upgrade da conexão. O mesmo vale para a linha de telefone. Se tiver celular da empresa, ótimo. Agora, se for usar seu celular particular, preste atenção para não acabar no prejuízo. Com uma boa internet, ligações por WhatsApp são uma opção.

3. Lembre de levar tudo - Se você vai fazer home office a partir de agora, tome cuidado para não  esquecer no escritório alguma coisa que vai fazer falta para o trabalho. Organize-se e faça um esforço para se concentrar no que você precisa levar.

4. Utilize ferramentas gratuitas para reuniões - O contato cara a cara nem sempre pode ser dispensado, mesmo quando toda a equipe está em home office. Algumas ferramentas como o Hangouts, que é do Google e pode ser usado gratuitamente, permite reuniões online com vídeo, compartilhamento de tela e chat.  Não tenho medo da tecnologia porque ela será uma grande aliada neste momento.

5. Cumpra seu horário - Se você tem um horário fixo de trabalho, deve cumpri-lo rigorosamente também quando está trabalhando de casa. Você já deve ganhar alguns bons minutos por não ter de pegar trânsito.

6. Use uma roupa certa - Outra dica é trocar de roupa, como se de fato você fosse sair para trabalhar. Claro que você não precisa vestir a melhor calça e nem usar salto alto, mas deve, sim, tirar o pijama para não deixar o dia de home office com cara de domingo chuvoso. Trabalho é trabalho.

7. Escolha um local - O local de trabalho também deve ser muito bem escolhido. É um importante também procurar um ambiente silencioso, iluminado e ergonômico para trabalhar – sempre que possível. “Não recomendo de forma alguma utilizar a cama para isso”, diz Josy.

8. Evite interferências - Evite a TV se no escritório você trabalha sem ela. Para as redes sociais e internet em geral, a regra é a mesma. Sem abuso.

9. Avise seus familiares - Um cuidado especial para quem não mora sozinho e tem família em casa durante o expediente é avisar a todos que você está trabalhando. Se for possível, mantenha a porta fechada para se concentrar melhor. Claro que tudo isso depende da situação de cada um. Quem tem filhos pequenos em casa vai precisar de uma dose extra de capacidade de adaptação.

10. Tenha cuidado com as informações - Por fim, não custa lembrar, mesmo que você esteja em home office, assuntos sigilosos da empresa continuam sendo sigilosos e devem ser tratados com muito cuidado sempre.

Fonte: Vagas

Coronavírus: é seguro ir ao mercado ou pedir comida em casa?

Linhas no chão marcam o distanciamento social em um supermercado | Fotos: GETTY IMAGES

As medidas de combate ao coronavírus levaram a população a ter mais cuidados na hora de fazer compras ou de pedir um delivery.

A seguir, veja os cuidados que devem ser tomados na hora de ir ao mercado, receber uma entrega ou comprar uma refeição para viagem.

O mercado

O coronavírus se propaga quando uma pessoa infectada tosse ou espirra, espalhando pequenas gotículas no ar. Eles podem causar uma infecção se forem inspirados ou se você tocar em uma superfície em que o vírus parou.

É por isso que ir às compras e se misturar com outras pessoas envolve um risco. Muitos estabelecimentos estão adotando o distanciamento social e estabelecendo regras para que os clientes e funcionários mantenham pelo menos 2 metros de distância entre eles.

Os supermercados podem ser o "cenário ideal" para a propagação do vírus, segundo a professora Sally Bloomfield, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.

Muitas pessoas estão tocando e repondo itens, etiquetas, cartões, botões de máquinas, bilhetes de estacionamento, recibos de papel etc. Além disso, há a proximidade de várias outras pessoas."

Três medidas para minimizar os riscos são:

  • Lave as mãos por 20 segundos com água e sabão antes e depois das compras;
  • Trate as superfícies como se elas estivessem contaminadas. Ou seja, evite tocar seu rosto depois de manusear carrinhos de compras, cestas, pacotes e produtos;
  • Use métodos de pagamento sem contato (como cartões por aproximação).

Muitos mercados no mundo já limitam a quantidade de clientes que podem entrar ao mesmo tempo

Os produtos

Não há evidências de que a covid-19 seja transmitida por meio de alimentos, e o cozimento completo eliminará o vírus.

Bloomfield aponta, no entanto, que a embalagem dos alimentos é manipulada por outras pessoas, o que se torna uma das principais preocupações.

A recomendação do governo do Reino Unido para empresas de alimentos diz que "as embalagens de alimentos não representam um risco específico". Mas especialistas independentes têm conselhos adicionais.

Para produtos embalados, Bloomfield recomenda armazenar "por 72 horas antes de usá-las ou pulverize e limpe os recipientes de plástico ou vidro com alvejante (com cuidado para diluir conforme indicado na embalagem)".

"Para produtos frescos e sem embalagens, que podem ter sido manuseados por qualquer pessoa, lave bem em água corrente e deixe secar", acrescenta ela.

Entrega em casa

Se for possível, a opção de delivery é menos arriscada que uma ida ao supermercado, pois você evita os outros consumidores.

Nesse caso, o risco é a possível contaminação por meio da superfície de qualquer alimento ou embalagem ou do contato com o entregador.

A especialista em segurança alimentar Lisa Ackerley sugere deixar um recado na porta da sua casa pedindo ao motorista que toque a campainha e se afaste. Isso permite que você pegue sua comida com segurança, sem contato.

E as redes de voluntários que atuam para ajudar as pessoas vulneráveis ​​e idosas?

Para eliminar qualquer medo de o vírus estar nas superfícies, James Gill, da Warwick Medical School, aconselha: "Limpar superfícies com alvejante doméstico diluído desativará o vírus em um minuto".

Alison Sinclair, especialista em virologia da Universidade de Sussex, acrescenta: "O risco de usar um serviço de entrega é similar ao de pedir a um amigo ou voluntário para buscar as compras para você".

Alguns especialistas também aconselham não reutilizar sacolas plásticas durante a pandemia.

Comida para viagem

Em muitos lugares, restaurantes só estão autorizados a funcionar para serviços de entrega ou comida para viagem

É provável que cadeias de restaurantes e estabelecimentos sérios estejam preocupados com a preparação profissional e higiênica de alimentos, para que haja um risco mínimo quando pensamos em uma refeição para viagem preparada na hora.

O risco de contaminação da embalagem pode ser minimizado, segundo Bloomfield, "esvaziando o conteúdo em um prato limpo, descartando a embalagem em um saco de lixo e lavando bem as mãos antes de comer".

"Tire a comida do recipiente com uma colher e coma com faca e garfo, não com as mãos."

Pode ser melhor, nas circunstâncias atuais, pedir comida quente recém-cozida, em vez de itens frios ou crus. A Agência de Normas Alimentares do Reino Unido enfatiza que o risco relacionado aos alimentos é baixo e que "não há razão para evitar que os alimentos prontos sejam entregues se tiverem sido preparados e manuseados adequadamente".

Para quem está muito receoso e para os mais vulneráveis, pode haver um cuidado extra. "Com uma pizza, por exemplo, se você quer ficar realmente seguro, pode até colocá-la no microondas por alguns minutos", diz Bloomfield.

Por: Victoria Gill | Fonte: BBC