Como será o Natal em tempos de pandemia?

Médicos dizem que ainda não é hora de fazer festas em família. Segundo os especialistas, encontros por várias horas envolvendo pessoas que moram em casas diferentes são propícios para transmissão do vírus


Ilustração: Marcos Silva/Pixabay

Após um ano de isolamento social, lives e mais lives para encurtar distâncias e muita saudade acumulada de familiares e amigos, o Natal se torna ainda mais aguardado: é quando as pessoas costumam se encontrar, comemorar a vida e trocar abraços e lembranças. Mas, assim como o restante do ano, o dia 25 de dezembro também deve ser diferente em 2020. Segundo médicos infectologistas, apesar da queda no número de casos e mortes por Covid-19 no Brasil, este ainda não é o momento de relaxar e promover aglomerações, mesmo que em família. O afrouxamento dos cuidados pode levar a um novo aumento de infecções.

"As reuniões familiares entre pessoas que não moram juntas são tidas como exemplos de alto risco de disseminação da doença, estatisticamente muito relacionadas a um alto grau de contaminação. Sabemos que está todo mundo carente de contato, cansado das medidas restritivas, mas a gravidade da doença ainda acontece, os fatores de riscos continuam, então temos que continuar atentos e tomando as medidas de precaução", afirma o infectologista e diretor científico do Hospital Felício Rocho, Adelino Freire Júnior.

O presidente da Sociedade Mineira de Infectologia, Estevão Urbano, diz que a distração e o relaxamento dos cuidados são um convite para o vírus. "Essas festas são os momentos que o vírus mais adora. São aglomerações por horas, às vezes com bebida alcoólica, em que as pessoas perdem a noção e relaxam completamente. Talvez sejam as situações mais propícias para várias pessoas pegarem e, infelizmente, algumas terem quadros muito graves. Um infectado pode contaminar a família e os amigos todos", pontua.

"O momento de fazer reuniões será quando houver vacina. Sem ela, tudo continua a mesma coisa. Caso contrário, vamos perder o jogo nos acréscimos", completa.

O médico infectologista e professor da Faculdade de Medicina da UFMG, Geraldo Cunha Cury,  reforça que a única solução definitiva é a vacina. Mas o processo será longo até que todos estejam imunizados. "As primeiras pessoas vacinadas serão os idosos, as que possuem alguma doença que justifique e os profissionais da saúde. Vacina para todo mundo, só vamos ter lá para maio ou junho do ano que vem, se as vacinas que estão em testes na fase 3 forem bem sucedidas", diz. "Temos que ter três coisas: paciência, paciência e paciência", conclui.

A pedagoga Ana Carolina Silva, 39, o marido e os três filhos vivem em Belo Horizonte e costumavam viajar todos os anos para passar o Natal com os familiares: alguns vivem no Sul de Minas, e outros, no Ceará. "Neste ano, como estamos ainda seguindo as recomendações da OMS, seremos só nós cinco mesmo. Tem sido difícil, a saudade é grande, mas não temos coragem de viajar para vê-los", conta Ana.

A contadora de histórias Aline Cântia, 39, viu os pais pela última vez no Natal do ano passado. Eles moram em Viçosa, na Zona da Mata, e ela, na capital, com o marido. Os sogros também vivem longe, em Cabo Frio (RJ). Neste ano, o dia 25 de dezembro vai ser diferente: cada um vai passar a data na própria casa, mas todos vão permanecer conectados com a ajuda da tecnologia.

"Acredito que faremos um cardápio especial e compartilharemos com nossos pais e irmãos, para que possamos partilhar da mesma mesa, ainda que à distância, com uma live na hora do jantar. A gente sente saudade, mas acho que neste momento ainda é importante ter este cuidado", afirma Aline.

Por: Rafaela Mansur | Fonte: O Tempo

O que o Dia da Consciência Negra representa?


Foto: Way Home Studio/Freepik

O Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, celebrado na última sexta-feira, 20 de novembro, foi instituído oficialmente pela Lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011. A data faz referência à morte de Zumbi, o então líder do Quilombo dos Palmares – situado entre os estados de Alagoas e Pernambuco, na Região Nordeste do Brasil.

Zumbi foi morto em 1695, na referida data, por bandeirantes liderados por Domingos Jorge Velho. Atualmente existe uma série de estudos que procuram reconstituir a biografia desse importante personagem da resistência à escravidão no Brasil.

Por que dia 20 de novembro?

A data de sua morte, descoberta por historiadores no início da década de 1970, motivou membros do Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial, em um congresso realizado em São Paulo, no ano de 1978, a elegerem a figura de Zumbi como um símbolo da luta e resistência dos negros escravizados no Brasil, bem como da luta por direitos que os afro-brasileiros reivindicam.

Com isso, o 20 de novembro tornou-se a data para celebrar e relembrar a luta dos negros contra a opressão no Brasil. Por essa razão, o Treze de Maio, data em que a abolição da escravatura aconteceu, foi deixado de escanteio. O argumento utilizado é que o Treze de Maio representa uma “falsa liberdade”, uma vez que, após a Lei Áurea, os negros foram entregues à própria sorte e ficaram sem nenhum tipo de assistência do poder público.

O significado

Além das questões que envolvem Zumbi e o Quilombo dos Palmares, o Dia da Consciência Negra é uma data significativa, pois traz à luz questões importantes: o racismo e a desigualdade da sociedade brasileira. É uma data que relembra a luta dos africanos escravizados no passado e que reforça a importância da realização de novas lutas para tornar a nossa sociedade mais justa.

O Dia da Consciência Negra é importante para relembramos que a nossa sociedade foi construída por meio da escravidão. Por mais que melhorias e mudanças tenham acontecido, a falta de oportunidades para a população negra, o racismo presente nos detalhes do cotidiano e as tentativas de apagamento de cultura africana evidenciam que ainda temos um longo caminho a ser trilhado. É disso que se trata o Dia da Consciência Negra.

Fonte: Brasil Escola

Pix: 100% operacional a partir desta segunda

Em fase de testes, sistema já teve 1,5 milhão de transações que somaram R$ 659 milhões


Nos últimos dias da fase de testes, o Pix registrou até a sexta-feira, 13 de novembro, 1,5 milhão de transações que somaram R$ 659,1 milhões. A fase inicial foi disponibilizada em 3 de novembro. O novo sistema de transferências e pagamentos instantâneos começa a funcionar para todos a partir das 9h desta segunda-feira, 16 de novembro.

De quinta para sexta, o número de transações no novo meio de pagamento aumentou 101%, enquanto o volume financeiro negociado teve alta de 182%.

A fase de testes do Pix serviu para que as 762 instituições já autorizadas a operar o novo sistema possam fazer ajustes em situações reais, mas antes do Pix entrar em funcionamento para todos os clientes bancários. Nesse período, só uma fração dos clientes dessas instituições puderam mandar recursos por meio do Pix, mas todos puderam receber.

O número de transações foi crescendo ao longo dos dias. Na estreia do Pix, apenas 2.345 transações foram feitas, somando R$ 210,2 mil. Já no dia 13, última atualização do Banco Central, R$ 334,5 milhões foram transacionados em 675,1 mil operações.

No início da semana, o diretor de Organização do Sistema Financeiro do BC, João Manoel Pinho de Mello, disse que a fase de testes serviu para resolver problemas pontuais e foi um sucesso.

— Tivemos esse período de duas semanas de testes e a nossa avaliação é que foi um sucesso estrondoso, em várias dimensões. A gente viu o sistema funcionando e os bancos aumentando o número de transações.

Em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que os bancos estão preparados para o lançamento na próxima segunda-feira.

“A Federação avalia que o funcionamento do sistema no período de testes mostrou-se eficiente, com volumes significativos de transações”.

Em um teste feito pelo GLOBO, o Pix funcionou e a transação foi feita instantaneamente. Até mesmo a função de reembolso, prevista pelo Banco Central desde o início, também não apresentou problemas.

O BC registrou 70,7 milhões de chaves Pix, sendo que 67,7 milhões de pessoas físicas e 2,9 milhões de pessoas jurídicas. Na quantidade de usuários, 29,9 milhões são pessoas físicas, que podem ter até cinco chaves por conta, e 1,7 milhão são empresas, que tem o limite de 20 chaves por conta.

A chave Pix funciona como uma identificação para facilitar a transação, mas não é obrigatória. É possível usar o CPF, e-mail, número de celular ou uma chave aleatória para substituir a necessidade de passar informações como nome, número da agência e conta e CPF que são exigidos atualmente em TEDs, por exemplo.

Saiba tudo sobre o sistema, clicando aqui.

Fonte: Yahoo Notícias

e-Título vai substituir documento em papel? Saiba o que providenciar para as eleições 2020

O primeiro turno das eleições está chegando e neste ano os eleitores poderão apresentar a versão digital do título de eleitor, o e-titulo. Ele permite que os eleitores tenham acesso aos dados cadastrais na Justiça Eleitoral.

Para usar o aplicativo é necessário baixar ele no Apple Store ou no Google Play. Na validação e liberação do título digital, o eleitor vai inserir o número do seu título eleitoral físico ou o seu CPF.

Além de informações adicionais, como o nome, os nomes da mãe e do pai e a sua data de nascimentos. Após isso, o documento vai ficar gravado e disponível para o eleitor.

Após isso, o eleitor deve responder algumas perguntas de múltipla escolha, como “Qual seu local de votação?” e “Qual sua cidade natal?”.

Por fim, é preciso criar uma senha de seis dígitos para proteger o acesso ao aplicativo e ao título de eleitor.

O aplicativo e-título possuí funções que o título de papel não tem, como informações sobre a quitação eleitoral, dados sobre o cadastramento biométrico e o endereço do local de votação e até um mapa para o eleitor chegar onde vota.

De acordo com a Justiça Eleitoral, o aplicativo teve cerca de 20 milhões de downloads.

O título digital não tem a foto do eleitor, mesmo aqueles que realizaram o cadastro da sua biometria.

Por conta da falta de foto, é necessário levar um documento de identificação, como o RG ou carteira de habilitação (CNH), no local de votação para que os mesário chequem na votação.

Os eleitores podem emitir a certidão eleitoral para comprovar a sua regularidade de votação na Justiça Eleitoral. O documento é emitido pelo celular na opção “Mais opções”, que fica no canto inferior da tela.

Além disso, é possível fazer a “Justificativa de ausência”. O usuário deve, então, preencher qual eleição deseja justificar e depois digitar a justificativa e informar o e-mail pessoal

Como usar?

Depois de baixar o aplicativo no celular, é preciso inserir os dados pessoais como estão registrados no Cadastro Eleitoral. Caso haja discordância, o sistema não vai validar o cadastro.

O E-título permite que o eleitor emita sua certidão de quitação eleitoral e de crimes eleitorais. 

As certidões são emitidas por meio do QR Code, código que possibilita a leitura pelo próprio celular.

Por: Jheniffer Freitas | Fonte: FDR

Pix começa a funcionar em fase de testes

Sistema de pagamentos instantâneos iniciou funcionamento restrito nesta última terça-feira, 3 de novembro

Foto: Getty Images

O Pix começou a funcionar, ainda que de forma limitada. Ao longo de duas semanas, alguns clientes de bancos e fintechs homologadas pelo Banco Central poderão utilizar todas as funções do sistema de pagamentos instantâneos, incluindo liquidação imediata e transações via QR Code.

No entanto, haverá uma restrição de horário, uma vez que o funcionamento 24 horas por dia só será liberado no lançamento para o público em geral, marcado para o dia 16 de novembro. A novidade promete ser uma alternativa aos TEDs e DOCs, soluções usadas para transferências bancárias. Entenda, a seguir, como vai funcionar o Pix nessa fase.

Como funciona o Pix?

O Pix é o novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central considerado uma evolução ao TED e DOC. Quem deseja receber transferências pelo Pix pode cadastrar e-mail, número de celular ou CPF (chave Pix) para informar ao pagador. Além disso, será possível utilizar um identificador numérico único ou os tradicionais dados de agência e conta, no caso do cliente de banco comercial.

A solução visa oferecer transações mais rápidas e baratas do que os meios convencionais, com o adicional de disponibilidade mais ampla e sem horário específico de funcionamento. Consumidores e empresas poderão enviar ou receber dinheiro entre si durante 24 horas por dia com liquidação em até 10 segundos – na prática, o dinheiro “cai na hora”, ao contrário do DOC e do TED.

Por: Paulo Alves | Fonte: Tech Tudo